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Assim, consultada a legislação pertinente, concretizou-se a idéia da Eneida, com a divulgação e a criação dos Sindicatos de Escritores. Os do Rio e São Paulo foram os primeiros; o de Brasília surgiu logo depois. Hoje já estão sindicalizados escritores do Amazonas, Ceará, Piauí e Minas Gerais, além de haver Associações em fase pré-sindical em várias unidades da Federação.
Além da divulgação de importantes textos e idéias, o JE apresentava didaticamente matérias esclarecedoras do que significa ser escritor sindicalizado. Dava nos seus primeiros números a relação dos que se aposentavam, com oito salários mínimos, depois de terem comprovado junto ao INSS a sua militância de 30 anos na Literatura.
Obter a Carta Sindical, em plena ditadura, não foi obviamente fácil. Como a legislação exigia, antes teria que ser criada uma Associação Profissional de Escritores. Só servia com esse nome. A ANE, a UBE e as outras entidades literárias não serviam para virar Sindicato. A Associação criada em Brasília, de duração efêmera, teve a sua diretoria presidida por Alan Viggiano. O nosso Sindicato teve a sua Carta assinada por Arnaldo Prieto, e é datada de 19 de janeiro de 1979. Tudo de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, "correspondente à categoria profissional liberal compreendida no 13º grupo do Plano da Confederação Nacional das Profissões Liberais".
O primeiro presidente do SEDF, Antonio Carlos Osório, não foi até o fim de seu mandato. Por motivo pessoais, renunciou. Fernando Mendes Vianna, Secretário-Geral, assumiu a presidência. Como o Estatuto não previa o cargo de Vice-Presidente, Fernando convocou eleições, e Pompeu de Souza foi eleito e assumiu. Um ano depois ele se elegeu Senador. Do novo Estatuto constava a vice-presidência, assumiu Ézio Pires, que concluiu o restante do mandato. O terceiro presidente, que também renunciou - passando a presidência ao Vice, Menezes de Morais, foi o Clóvis Sena. Eleito Menezes presidente, exerceu os seus mandatos por três anos, até o fim (E.P)