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Até hoje, a bibliografia sobre os direitos dessa profissão milenar tem sido escassa. Só em 1930 saiu um importante ensaio do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Philadelpho Azevedo, com o sugestivo título de Direito Moral do Escritor. O ministro Moreira Alves cuidou, com carinho, mas de raspão, na leitura da Lei de Direitos Autorais. E é só.

É bom lembrar que, perante a lei que permite a organização em sindicato de qualquer categoria autônoma, bem ou mal, os escritores são representados, O general Golbery do Couto e Silva, que foi também escritor e me remeteu um exemplar do seu Geopolítica, quando soube da idéia do Sindicato de Escritores do DF, não escondeu seu espanto, com essa frase - título deste artigo definido. "E qual é a do escritor?..." Entendi seu espanto, num momento de brutalidade política, quando a palavra "sindicato" tinha o peso de um palavrão subversivo... - E agora?

Depois de mais de 15 anos de existência do SEDF, ele, como uma das entidades culturais menos corporativistas, mas com unia identidade de lutas, continua sem um espaço físico para se reunir. Já residiu. de favor, nos sindicatos dos professores e dos jornalistas.

Já comuniquei isso ao escritor governador, Cristovam Buarque, que é um dos sindicalizados. Que os escritores que sustentam o seu sindicato, com a contribuição anual de um salário mínimo, saibam que o SEDF precisa de uma secretária, além da sede. Precisa ter seu nome na lista telefônica. Que respondam ao Golbery: "Qual é a do escritor?"