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África
Áureo Mello
Chamado dos vulcões do solo ardente;
Brados dos tigres da floresta escura;
Marcha na selva da coorte quente,
Corte de sílex que jamais tem cura.
Banzo, tambores,
tremedais, secura
Da galharia estralejantemente.
Tremor na terra e a se implantar na altura
Lua amarela, aparição demente.
Bichos urrando
em tropelada louca;
De uma besta no cio a inúbia rouca;
Tambores soando cavos na clareira.
Culto pagão
de guerreiros conversos;
Choques, bramires de caudais adversas;
Noite africana desnudada inteira.
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Palíndromo
Rômulo Marinho
A diva, em Argel,
Alegra-me a vida
Hai-kais
Antônio Carlos Osório
Visita
Provoco a chegada
e a maga me invade
tal fogo selvagem
Mágoa
Envolto de festa
o sino é calado,
menino magoado
Chicotada
De repente alta noite
estala e corta açoite
da certeza da morte
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