BRASÍLIA
ANO 41
Minha homenagem a BRASÍLIA
( Publicada na Revista de Brasília, Estilo Capita - Revista
Cultural e Social nº 98, maio/2001 )
Leon Frejda Szklarowsky.:
Escritor, jornalista, advogado, autor de HEBREUS, história
de um povo, Editora Elevação, São Paulo, 10/2000.
Asa Sul - leonfs@solar.com.br
Brasília comemora, no dia 21 de abril, 41 anos. Sua fundação
por JK, o maior estadista do Brasil, ocorreu exatamente no dia em
que Tiradentes fora imolado pelo único crime que cometera:
amar o Brasil, mais que sua própria vida. A Inconfidência
Mineira já pregava a transferência da Capital para o
centro do País. Desde a primeira Constituição
Republicana, os constituintes tiveram a consciência de inserir
nas Leis Magnas o comando para tornar o Brasil, de fato, uma pátria
continental, prosseguindo a gloriosa e histórica interiorização
dos bandeirantes e das bandeiras, que da São Paulo da garoa,
a velha Terra de Píratininga, partiam para o imponderável
e cortavam as terras inóspitas e as selvas bravias, criando
aqui e acolá focos de civilização e transformando
o Brasil de então no que hoje chamamos de grande pátria
dos brasileiros. Hipólito José da Costa proclamou, no
primeiro jornal brasileiro, editado, em Londres, que a capital não
mais poderia localizar-se no litoral, mas sim no Planalto Central,
escrevendo, com tintas fortes, em março de 1813 a necessidade
e a conveniência de sua mudança. José Bonifácio
de Andrade e Silva, o patriarca da Independência, já
em 1821, apontara a necessidade de o interior do País sediar
a Capital, com o nome de Petrópole ou Brasília e, em
1839, o Visconde de Porto Seguro defende valentemente a idéia
de levar a Capital para o Planalto Central. No Parlamento do Império,
esse ideário também encontrou eco e frutificou, não
morrendo jamais. A visão de Dom Bosco, segundo os historiadores,
revelava, em 1883, que a terra do leite e do mel não seria
outra senão o cerrado, onde hoje se ergue a imponente e doce
Brasília. Coube a JK, o iluminado e predestinado médico
de Diamantina, das Minas Gerais, fincar neste chão abençoado
a cidade que Iara Kern descreveu como o Egito aqui implantado. Esta
talentosa escritora não poupa esforços em demonstrar
que Brasília está traçada dentro da numerologia
do Tarot Egípcio e da Cabala Hebraica, porque encarna as características
das cidades egípcias. Foi Akhenaton ( 1375 - 1358 AC ), o Faraó
do Deus único - Aton, que também transplantou a capital
do Egito para Akhenaton - a Cidade do Horizonte do Aton. Brasília,
jovenzinha e esbelta, a namoradinha do Planalto, encanta a quem aqui
aporta. Tem a magia de conquistar para sempre seus amores. Marcar
com sua varinha mágica seus habitantes, antes rotativos, já
agora definitivamente enraizados nesta terra de flores, jardins e
do cerrado quente, do céu azul, do mágico lago engendrado
por seu fundador.
Estamos vivendo a nova maravilha do engenho humano. E há mais.
Brasília, o centro cultural e político do Brasil, está
ultrapassando as mais otimistas expectativas, projetando a pujança
dos seus filhos, candangos, pioneiros, semi pioneiros e os que para
cá vieram mais recentemente. Citem-se, entre outros: Palmerinda
Donato, Olavo Drumond, Sérvulo Tavares, Bernardo Sayão,
Ernesto Silva, Ari Moura, Newton Rossi, Cirlene Ramos, Afonso Heliodoro
dos Santos, Adirson Vasconcelos e tantos e tantos outros que contribuíram
para a construção da que seria a obra do século
e que, sem dúvida, permanecerá para sempre.
15/4/2001
BRASÍLIA ANO 41
Minha homenagem a BRASÍLIA
( Publicada na Revista de Brasília, Estilo Capita - Revista
Cultural e Social nº 98, maio/2001 )
Leon Frejda Szklarowsky.:
Escritor, jornalista, advogado, autor de HEBREUS, história
de um povo, Editora Elevação, São Paulo, 10/2000.
Asa Sul - leonfs@solar.com.br
Brasília comemora, no dia 21 de abril, 41 anos. Sua fundação
por JK, o maior estadista do Brasil, ocorreu exatamente no dia em
que Tiradentes fora imolado pelo único crime que cometera:
amar o Brasil, mais que sua própria vida. A Inconfidência
Mineira já pregava a transferência da Capital para o
centro do País. Desde a primeira Constituição
Republicana, os constituintes tiveram a consciência de inserir
nas Leis Magnas o comando para tornar o Brasil, de fato, uma pátria
continental, prosseguindo a gloriosa e histórica interiorização
dos bandeirantes e das bandeiras, que da São Paulo da garoa,
a velha Terra de Píratininga, partiam para o imponderável
e cortavam as terras inóspitas e as selvas bravias, criando
aqui e acolá focos de civilização e transformando
o Brasil de então no que hoje chamamos de grande pátria
dos brasileiros. Hipólito José da Costa proclamou, no
primeiro jornal brasileiro, editado, em Londres, que a capital não
mais poderia localizar-se no litoral, mas sim no Planalto Central,
escrevendo, com tintas fortes, em março de 1813 a necessidade
e a conveniência de sua mudança. José Bonifácio
de Andrade e Silva, o patriarca da Independência, já
em 1821, apontara a necessidade de o interior do País sediar
a Capital, com o nome de Petrópole ou Brasília e, em
1839, o Visconde de Porto Seguro defende valentemente a idéia
de levar a Capital para o Planalto Central. No Parlamento do Império,
esse ideário também encontrou eco e frutificou, não
morrendo jamais. A visão de Dom Bosco, segundo os historiadores,
revelava, em 1883, que a terra do leite e do mel não seria
outra senão o cerrado, onde hoje se ergue a imponente e doce
Brasília. Coube a JK, o iluminado e predestinado médico
de Diamantina, das Minas Gerais, fincar neste chão abençoado
a cidade que Iara Kern descreveu como o Egito aqui implantado. Esta
talentosa escritora não poupa esforços em demonstrar
que Brasília está traçada dentro da numerologia
do Tarot Egípcio e da Cabala Hebraica, porque encarna as características
das cidades egípcias. Foi Akhenaton ( 1375 - 1358 AC ), o Faraó
do Deus único - Aton, que também transplantou a capital
do Egito para Akhenaton - a Cidade do Horizonte do Aton. Brasília,
jovenzinha e esbelta, a namoradinha do Planalto, encanta a quem aqui
aporta. Tem a magia de conquistar para sempre seus amores. Marcar
com sua varinha mágica seus habitantes, antes rotativos, já
agora definitivamente enraizados nesta terra de flores, jardins e
do cerrado quente, do céu azul, do mágico lago engendrado
por seu fundador.
Estamos vivendo a nova maravilha do engenho humano. E há mais.
Brasília, o centro cultural e político do Brasil, está
ultrapassando as mais otimistas expectativas, projetando a pujança
dos seus filhos, candangos, pioneiros, semi pioneiros e os que para
cá vieram mais recentemente. Citem-se, entre outros: Palmerinda
Donato, Olavo Drumond, Sérvulo Tavares, Bernardo Sayão,
Ernesto Silva, Ari Moura, Newton Rossi, Cirlene Ramos, Afonso Heliodoro
dos Santos, Adirson Vasconcelos e tantos e tantos outros que contribuíram
para a construção da que seria a obra do século
e que, sem dúvida, permanecerá para sempre.
15/4/2001