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Assessoria de Comunicação
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Paulo José
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HOMENAGEM DO SINCESCRITORES-DF AO ILUSTRÍSSIMO ANIVERSARIANTE DO DIA paulo josé cunha
“Enquanto houver gelo nos bares, que se danem as calotas polares”
Autor - também - de Contos Mínimos, inseridos na revista Campus Repórter, da UnB, onde Paulo José Cunha é professor de Telejornalismo, o jornalista-entevistador da TV Câmara (nacional) o escritor e recente mestrando em Comunicação, mostra nesta altitude da vida, quando completa 60 primaveras, que o impossível é, de fato e simplesmente, o que ainda não se fez acontecer. Nosso plano, nesta data tão querida? Homenageá-lo.
Breve currículo
Foi repórter de O Globo, Jornal do Brasil e Rede Globo de Televisão. É diretor de documentários e comerciais de TV. Autor de “O Salto sem Trapézio” (poesia), “A Noite das Reformas” (análise dos bastidores da revogação do AI-5), “Vermelho, um Pessoal Garantido” e “Caprichoso, a Terra é Azul (livros de arte sobre a Festa do Boi-bumbá de Parintins-AM). É Professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília e Diretor do CPCE - Centro de Produção de Televisão e Cinema da UnB. É o Editor-chefe do programa radiofônico “Escola Brasil”, voltado para a educação fundamental, veiculado para todo o país, particularmente para a região amazônica, pela Rádio Nacional Brasília e pela Rádio Nacional da Amazônia. É autor da coluna semanal “Telejornalismo em Close”, publicada em cerca de 60 jornais brasileiros e em 10 sites, inclusive no exterior. Está concluindo a elaboração de um “Manual Básico de Telejornalismo” a ser editado pela Editora da UnB. Prepara a edição de “Perfume de Resedá” (nome provisório), um poema longo iniciado em 1984 e concluído em 1997. E está organizando os originais de “Fortuna Crítica de Torquato Neto”, com poemas inéditos de Torquato e textos inspirados na obra do “anjo torto” da Tropicália. [Noticia de ago/01]
SAUDADE
saudade é minha mão
Olhem, abaixo, a pérola que PJC deixou-nos, ao comunicar pelo site do Observatório da Imprensa que A Crônica da Cidade havia acabado. “Isso mesmo: acabou”, redação dele. Em tempo, sugerimos que a TV Globo reavalie o quanto vale exibir, de novo, e possibilitar novas crônicas/autores da cidade amada: Brasília. Com você, a crônica dele que não foi ao ar, porque chegou depois do cancelamento do projeto.
55ª crônica TV Globo – O que interessa é o gol de bicicleta
Ah, este silêncio cúmplice, da Esplanada ao Riacho Fundo, esta vontade de não ler jornal, essa preguiça de abrir a boca. E esta vontade de comprar uma camiseta amarela e esquecer as traficâncias, os mensalões, as ambulâncias. O diabo é que sempre aparece alguém pra lembrar que ainda outro dia os jovens, pintados para a guerra, tomavam a história na mão e marchavam nas praças, no peito e na raça, espantando a leseira e pisando na traça que ameaçava o verde da velha bandeira. Hoje, tsk, melhor é não mexer com isso não. Não mais que de repente, obedientes, eles não sabem mais desafinar o coro dos contentes. Nem sabem que um dia esta cidade desafiou os deuses, desceu dos ministérios, saiu de casa e, lavada em dor, abraçou o corpo sem vida de seu fundador. Na esplanada, onde um dia retumbaram hinos, já nem se ouvem sinos. O que restou daquela indignação foi este silêncio enorme pelo mundo, silêncio que se ouve da Esplanada ao Riacho Fundo. Vai longe o tempo em que nossos meninos eram passarinhos que voavam até sem asas. Hoje, não voam mais não. Adestrados para o sucesso, só sabem andar com os pés no chão. Alguém aparou suas asas, já levam desaforo pra casa, como se leva leite e pão. Sabem com quem estão falando, aprenderam a engolir sem mastigar. Conhecem seu lugar. De bandeira na mão, aos gritos de Brasil campeão, pouco importa se alguém se locupleta, pois fundamental, para o futuro da nação, é o gol de bicicleta.
Lettering
Que importa se alguém se locupleta se o que interessa é o gol de bicicleta?
PARABÉNS PELA SUA PRECIOSA ESTRADA, CARO AMIGO. E SÓ PARA REFORÇAR O ESPÍRITO ESPORTIVO: QUE VENHA O 6... 9!
Kênia Nicácio
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